Colecionador de São Paulo tem elevador só para carros antigos em seu escritório

Publicado originalmente em janeiro de 2021

São 1.800 metros quadrados, dez contêineres, 40 carros, 70 tipos de coleção, mil objetos vintage e um helicóptero. Esses são alguns dos números da garagem/escritório do empresário paulista Antonio Coelho, 60 anos.

Por mais admiráveis, porém, números só expressam quantidade e não dizem nada sobre a qualidade de carros e objetos guardados e nem do projeto arquitetônico do lugar.

Fernando Pires
Entre os clássicos, encontram-se bicicletas, carrinhos e placas de postos de gasolina e oficinasFernando Pires/Quatro Rodas

O dono conta que a ideia de construir o espaço anexo à casa onde ele vive surgiu da necessidade de organizar e expor coleções como câmeras fotográficas, cadeiras de barbeiro, cabines telefônicas, máquinas de café, placas de postos de gasolina e, ufa!, brinquedos, entre outros itens.

A lista é imensa. Setenta para ser exata. Antonio é um colecionador de coleções. Mas a principal é a de carros.

Fernando Pires
Antonio entre dois dos alemães que admira: a Mercedes SL (1961) e o BMW GT 1600 (1966)Fernando Pires/Quatro Rodas
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“Eu não compro apenas modelos americanos ou europeus. Tenho unidades de várias fábricas dos anos 40 até os 90”, diz o empresário. Na garagem, estão 40 exemplares, mas a coleção chega a 150 antigos (o restante fica em outro galpão). São preciosidades como Mercedes SL “Pagoda” (1970), Ferrari Mondial (1983), Cadillac Series 62 (1960), BMW 1600 GT (1966), Volvo P1800 (1971) e até um Rolls-Royce Corniche (1978).

Chama a atenção o fato de que, de qualquer lugar do escritório (no andar superior), é possível visualizar a coleção de clássicos como protagonista do espaço, e claro que isso não é uma coincidência.

“Escolhemos os contêineres para trazer esse tom industrial, e a intenção era que houvesse uma interação entre todas as coleções. Por isso criamos as janelas na parte de baixo das paredes, proporcionando uma visão privilegiada da garagem”, conta a arquiteta Gabriela Coelho, filha do colecionador, que assina o projeto junto com a empresa SuperLimão.

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O elevador pode expor qualquer um dos clássicos da garagemFernando Pires/Quatro Rodas
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“Os contêineres foram comprados no Porto de Santos e o transporte dos dez até a zona sul de São Paulo rende uma história à parte”, brinca Lula Gouveia, sócio da empresa.

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Como toda obra, houve imprevistos: em se tratando de um projeto para um colecionador, o desafio consistiu em dobrar o número de vagas previsto inicialmente para os antigos (de 20 para 40). “Foi um susto, mas nós resolvemos bem adotando duplicadores de vagas”, afirma Gabriela.

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A Mercedes “Pagoda” (1970) se tornou o destaque cativo da vaga de destaque da garagemFernando Pires/Quatro Rodas
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Outra surpresa foi a compra de um helicóptero da década de 1940. O teto onde fica exposto teve de receber um reforço estrutural. Um dos elementos que mais se destacam na obra estava planejado desde o início: o elevador para os carros, que parte da garagem e sobe até o escritório, permitindo a exibição de um dos modelos do acervo.

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Essa é a visão da mesa de trabalho do empresário Antônio CoelhoFernando Pires/Quatro Rodas

Em tempos de home office, ter um clássico ao lado da mesa de trabalho é, sem dúvida, motivo para não sair de casa.

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source https://quatrorodas.abril.com.br/carros-classicos/colecao-de-carros-antigos-elevador-escritorio/

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