Calma, este ainda não é o desmonte completo do nosso Citroën C3 First Edition 1.0. Em breve você acompanhará como foi sua simulação de revenda e terá acesso aos resultados do seu último teste, aos 100.000 km. Este é um aviso de spoiler: nosso carro estará completamente desmontado no estande da QUATRO RODAS no Salão do Automóvel de São Paulo, que estará aberto ao público entre os dias 22 e 30 de novembro.
Neste vídeo você pode acompanhar um resumo dos últimos momentos do Citroën C3 no teste de Longa Duração, como seus últimos serviços de manutenção, e ainda o resultado da última análise das condições do carro antes da desmontagem completa, que mais uma vez foi feita pela oficina Car13, de Itapira (SP). Há apontamentos positivos e negativos a respeito do C3 desde já.

Podemos adiantar que, em termos de desempenho, o hatch 1.0 estava como um carro zero: ele repetiu o 0 a 100 km/h em 16,4 segundos, sendo que no teste de controle, aos 64.000 km, seu tempo havia sido de 16,8 s.
Quanto ao consumo, nosso C3 chegou ao final do teste com médias urbana de 14,6 km/l e rodoviária de 16,7 km/l. Não são números tão bons quanto os do teste anterior, quando fez 15,3 km/l e 17,9 km/l, respectivamente, mas houve uma discreta evolução na comparação com o teste aos 1.500 km, quando cravou 14,1 km/l em regime urbano e 16,6 km/l em regime rodoviário.
Também verificamos que uma das pastilhas de freio da roda dianteira direita estava rachada. As pastilhas e os discos foram trocados na revisão dos 70.000 km. Além disso, vimos que o plástico que reveste a mesma caixa de roda estava um pouco solta, mesmo com todas as suas travas, e seu atrito tirou a pintura de uma área da estrutura do carro.

Responsável pela desmontagem, o mecânico William Artigiani ainda atentou que supostamente utilizaram o óleo lubrificante errado no câmbio, após a troca da embreagem, aos 80.000 km. O óleo correto especificado para este câmbio manual de cinco marchas, que é compartilhado com carros da Fiat, é o API GL 4 SAE 75W. No entanto, a nota do serviço indica que foi usado um óleo de câmbio 75W80, ou seja, que fica mais viscoso quando esquenta e que é utilizado no câmbio do Citroën Jumpy. Isso surgiu com o mecânico investigando que o câmbio tem algumas trocas mais difíceis após algum tempo usando o carro.
Você confere o desmonte e o resultado do teste de Longa Duração do Citroën C3 na edição de janeiro da QUATRO RODAS.
