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Nova Toyota Hilux 2027 manteve a plataforma antiga para não ficar cara demais

A esperada revolução da Toyota Hilux terá que esperar. Embora a expectativa do mercado fosse uma troca completa de geração, com a adoção da moderna arquitetura TNGA-F (a mesma da sua contraparte norte-americana Tacoma), a marca japonesa confirmou que o modelo manterá a veterana plataforma IMV.

A decisão é técnica e econômica. Durante o lançamento global do modelo, a engenheira-chefe regional da Toyota Motor Asia, Anyarat Sutthibenjakul, revelou que a manutenção da base atual visa preservar o “Custo Total de Propriedade” (CTP) para os clientes de mercados emergentes, como o Brasil, Ásia e Austrália.

Toyota Hilux 2027
<span class="hidden">–</span>Divulgação/Toyota

Por que não usar a plataforma da Tacoma? A justificativa oficial é o custo. Segundo a engenharia da marca, migrar a Toyota Hilux 2026 para a base TNGA-F encareceria o produto final desnecessariamente para o perfil de uso nestas regiões.

“Se olharmos para os clientes, o comprador da Hilux precisaria pagar mais por uma plataforma maior, desnecessariamente pesada e mais cara. Isso é algo que eles não esperam”, afirmou Sutthibenjakul. A estratégia foi manter a plataforma otimizada para o cliente, e não apenas para unificar a produção global da fabricante.

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Além do custo, a decisão foi pautada em três outros pilares: QDR (Qualidade, Durabilidade e Confiabilidade), desempenho off-road e segurança.

Sob o capô, a picape não traz revoluções mecânicas profundas, mas aposta na eficiência. O conhecido motor 2.8 turbodiesel de quatro cilindros permanece como a única opção, auxiliado por um sistema híbrido-leve (mild-hybrid) de 48V nas versões 4×4 automáticas.

Toyota Hilux e-Travo
<span class="hidden">–</span>Divulgação/Toyota

O sistema visa reduzir o consumo e melhorar a resposta em saídas, sem alterar drasticamente os números de potência e torque (atualmente em 204 cv e 50,9 kgfm nas versões convencionais). A tração 4×4 permanece temporária, priorizando a eficiência de combustível e a facilidade de manutenção em comparação aos sistemas de tração integral permanente.

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Apesar da manutenção da plataforma, a nova Toyota Hilux 2026 pode ter um ciclo de vida mais curto do que os tradicionais 10 anos das picapes médias. A engenheira admitiu que uma reformulação completa pode ocorrer em menos de cinco anos, pressionada por regulamentações de emissões globais.

Toyota Hilux e-Travo
<span class="hidden">–</span>Divulgação/Toyota

O futuro da picape é inegavelmente elétrico. A Hilux elétrica e com célula de combustível já foram confirmadas para alguns mercados. No entanto, para regiões onde o diesel ainda impera, a marca investiga ativamente a possibilidade de oferecer variantes híbridas plenas (HEV) e híbridas plug-in (PHEV) para o motor a combustão.

“Não sabemos se essa plataforma durará cinco ou dez anos. Pode ser menos, dependendo do mercado e das exigências de emissões”, completou a engenheira.

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Para os fãs da versão esportiva, uma notícia de cautela: a configuração GR Sport e o chassi com eixos alargados, elogiados na geração atual pela dinâmica superior, não estão confirmados para o lançamento inicial desta atualização.

A complexidade de fabricação foi citada como o motivo para a ausência momentânea das bitolas mais largas. Contudo, a Toyota não descarta o retorno da versão topo de linha no futuro, prometendo “desempenho excepcional” caso ela volte ao catálogo.

No caso do Brasil, a nova Hilux chegará somente em 2027. A produção na fábrica de Zárate está prevista para começar apenas no final de 2026. Com isso, o lançamento comercial no mercado brasileiro ficará para o início de 2027. A informação foi revelada pelo jornalista argentino Horacio Alonso, indicando que a Toyota já comunicou a equipe local sobre a confirmação do projeto.

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A preparação da linha de montagem e a fabricação das primeiras unidades pré-série devem ocorrer em meados de 2026. A estratégia de lançamento será escalonada:

  • Início de 2027: Estreia das versões com motor 2.8 turbodiesel convencional.

  • 2º Trimestre de 2027: Chegada da versão com sistema híbrido leve (MHEV).

  • 2028: Lançamento da inédita Hilux elétrica (produção no fim de 2027).

O SUV Toyota SW4, derivado da picape, segue nos planos para a América do Sul, apesar de ter saído de linha em mercados como a Austrália. Sua produção argentina começará entre março e abril de 2027.

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source https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/nova-toyota-hilux-2027-plataforma-antiga/

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